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[#6] – E agora?

Da série: A Caverna – dicas e tutoriais para escrever ficção
Por: Mia
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E agora?

Você já sabe induzir o sonho fictício, criar detalhes vívidos, mostrar e não contar, criar personagens que o leitor irá simpatizar, empatizar, se identificar e transportar o leitor para sua história… beleza, mas e agora?

Como começar? 

– Escreva sobre o que gosta (não necessariamente sobre o que sabe).

É muito mais fácil a história se desenvolver quando você gosta do assunto.

Se você, que é quem está escrevendo e vai passar mais tempo olhando para a história, não gostar, quem é que vai? Se ela não te agrada e não te envolve com emoções, ideias, medo, raiva, solidão, tristeza… então como outras pessoas sentirão?

Fora que é difícil dizer “Escreva sobre o que você sabe” para alguém que curte o tema “Alienígenas“… sério, o que sabemos sobre alienígenas?

Só os clichês, certo?

– Falando em clichê…

Tem gente que é muito paranóico com clichê (né, Arquiles?), mas quando não há saída: “o clichê geralmente funciona, é por isso que é clichê…” e quem disse isso foi o Roman Polanski.

E ele disse “geralmente funciona” porque se usado da maneira errada, o resultado pode ser desastroso.

Lembre-se: o que torna a história original é você.

– São pessoas que você conhece

Personagens não são pessoas, mas certamente são baseados nelas. E você as conhece! Pode existir um personagem com carcterísticas daquela sua tia hipocondríaca, do mala do seu irmão e da mulher que sempre almoça sozinha no restaurante em frente ao seu trabalho.

Conheça seus personagens da melhor forma possível e ele não irá se perder nas páginas da sua história.

J.K. Rowling, autora da série Harry Potter, passou anos trabalhando na personalidade de cada personagem dos livros. E é por isso que eles são tão tridimensionais. Às vezes dá a sensação de que você os conhece muito bem.

– Pesquise

Se existem recursos para que pesquise e se envolva no mundo que está escrevendo, então vá fundo!

– Saiba para quem está escrevendo

Mas não se apegue muito a isso.

– Encontre um problema

Geralmente um livro de ficção vem com um problema. E esse problema precisa ser solucionado. As dicas estão por todos os lados, mas ninguém tem realmente certeza até o Grand Finale.

– Não tenha pressa

Ninguém vai escrever um bestseller da noite para o dia. Não tenha pressa. Pense, reflita, pesquise, planeje e tente não procrastinar tanto quanto eu.

Começou? Já faz algum tempo… então quer dizer que…

– Está uma bosta?

Se você está achando tudo o que faz uma verdadeira merda, acredite, você está no caminho certo.

Isso se chama The Ira Glass Principle, que diz que você tem que produzir um monte de porcaria – coisas que você sabe que são umas merdas – antes de produzir qualquer coisa boa.

Durante os primeiros anos, as coisas que você vai produzir provavelmente não serão tão boas. Você está tentando ser bom, tem ambição. Está tentando encontrar sua forma de escrever… Mas sabe que o que está fazendo está ruim. Muita gente não consegue passar dessa fase.

Muitos escritores desistem nessa fase do “mas que merda!”. O importante é perceber que é temporário e que você vai melhorar com o tempo.

Não que as coisas ficarão mais fáceis e você vai deixar de ser auto-crítico. Não. 

Mas não desista.

– Agora é contigo. É escrever e escrever. E me avisa quando teu livro estiver nas livrarias 😉